domingo, 22 de novembro de 2015

RUN THE NIGHT 21K


No dia 29 de agosto de 2015, lá estava eu pronto para mais uma meia maratona no ano, dessa vez para a Run The Night 21K Relay, que além de proporcionar a modalidade individual, também incluiu revezamento em duplas e quartetos. O percurso, bem conhecido da maioria, foi a Cidade Universitária (zona oeste de São Paulo), com toda a concentração na Raia Olímpica. Ganhei a inscrição da minha amiga Solange, que por estar contundida, se viu obrigada a desistir da prova.

Kit de participação
A entrega do kit de participação ocorreu na loja Centauro, do shopping Bourbon, bem organizada e sem filas. A largada ocorreu às 19h00, em clima de balada, temperatura agradável, com os corredores solo e os primeiros de cada revezamento. O circuito completo foi de 10,5Km, ou seja, duas voltas para buscar um bom tempo. Os meus treinos foram, na medida do possível, regulares nas duas semanas que antecederam o evento, tentei seguir uma planilha apresentada na Revista Contra Relógio.

Pórtico largada
A prova começou e o meu ritmo estava um tanto forte (4’35 por Km), penso que a temperatura convidativa me impulsionou a dar as passadas com mais apetite. Após seguir por toda a extensão da raia olímpica, foi a vez da praça do cavalo, subindo até a primeira rotatória e fazer o retorno. A volta foi mais ‘penosa’, pela raia olímpica, num ziguezague em praticamente todas as ruas paralelas, o que provocou um certo desânimo (sensação de não chegar nunca ao destino final). Água bem distribuída e sinalizada, ainda mais por ser a noite.

Durante a prova
A virada para a segunda volta, no mesmo local da largada, foi o momento em que eu pude perceber a real quantidade de corredores. Havia aqueles que ainda esperavam por seus parceiros, bem como os que já haviam cumprido sua missão. Repetir o percurso nunca foi algo que me agradasse, porém, o ambiente estava muito agradável, o que minou por terra qualquer manifestação contrária. O peso de ter feito bons treinos prevaleceu em minha condição física, o cansaço tardou a surgir, lá pelo Km18, o que não atrapalhou em nada.

Medalha
Terminei os 21Km com o tempo de 01h34min (+57 segundos), o que me deixou muito feliz, pois fazia um tempão que não corria com essa performance. Ganhei uma bela medalha e uma garrafinha de isotônico. Não postarei a foto do certificado, pois aparecerá com o nome da minha amiga (não deu tempo da cronometragem alterar os dados). E só para constar, foi nessa prova que senti as primeiras dores nas costas, região lombar à esquerda. Fui ao médico, fiz vários exames e foi constatada uma contratura muscular na região. O chato de tudo isso foi a interrupção total dos treinos e o repouso forçado.

Até a próxima!

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Igaratá 23K Noturna



Olá pessoal, farei um breve relato da corrida “Igaratá 23K Noturna”, evento organizado pela empresa de marketing esportivo XCountry, marcado para a noite do dia 01 de agosto de 2015 (sábado). Em parceria com a Maria Lucia, amiga de longa data, cujo prazer encontrou nesse tipo de desafio, após anos correndo no pragmatismo do asfalto. Apesar da pequena Igaratá ficar a pouco mais de cem quilômetros da cidade de São Paulo, considerando o fato de ser uma prova noturna, seria mais interessante pernoitar por lá, regressando no domingo pela manhã. O custo da inscrição foi de R$ 143,00 (2º lote de um total de três, onde foi acrescido R$ 20,00 a cada lote, de acordo com a proximidade do evento).

Boiada no caminho
Resolvida essa primeira pendência, a próxima questão era a hospedagem, visto que o lugar não é dos mais visitados. Curiosamente, uma pousada próxima, Mirante do Paraíso, que atendia ao naturalismo (prática nudista), foi a solução encontrada pela Maria Lucia. Era fato o constrangimento que isso causa só de pensar no assunto, porém, naquele final de semana, em detrimento da corrida, o estabelecimento faria exceção, de forma que todos estariam devidamente vestidos. Com a ajuda do aplicativo “Waze”, o deslocamento foi tranquilo, tão logo chegamos à cidade e já retiramos o kit de participação (conforme vocês podem ver na foto abaixo).

Kit de participação
A prova reuniu pouco mais de cento e sessenta corredores, o que comprova a dificuldade de se ter um grande público quando não há distâncias menores em disputa. De qualquer maneira, considerando haver inúmeras provas no dia seguinte, nem todos se animam a pegar estrada no sábado, quando existe a necessidade de retorno no mesmo dia. Para mim, um evento intimista, com grande chance da organização não encontrar nenhum tipo de problema na administração de pouca gente (o que é bom para ambos os lados). Só o fato de não encontrar filas, já é um saldo bastante animador.

Momentos antes da largada
A largada ocorreu pontualmente as 19h00, no centro da cidade interiorana. Antes de completar o primeiro quilômetro, uma estrada de terra batida já batia o ponto aos olhos dos corredores. Ainda que por alguns metros, uma fraca iluminação pública demarcava o caminho, coisa que foi perdendo força a medida em que nos distanciávamos da cidade. Foi o momento de todos acionarem seus dispositivos luminosos (vale lembra que uma lanterna de cabeça veio no kit). O percurso, aparentemente de um nível fácil e médio, foi relativamente fácil nos primeiros doze quilômetros.

Pós-prova
A partir do Km13, quando se deu o retorno, o que era descida tornou-se o oposto, mostrando muitas dificuldades. Por sorte, a minha lanterna não falhou em momento algum, caso isso tivesse acontecido, encontraria sérios problemas. O percurso foi um verdadeiro breu, apenas o brilho das estrelas ao longe, é que salientava lampejos de vida naquela escuridão. As lanternas dos atletas configuravam um estilo mais “vaga lume” do que iluminação consistente, mesmo assim, ninguém encontrou dificuldade no percurso com a baixa luminosidade. Os postos de hidratação funcionaram bem, mais como um plano B, visto que a maioria dos corredores portavam suas garrafinhas ou mochilas de sobrevivência.

Pórtico de chegada (fotógrafo da Mídia Sport)
O final foi prazeroso, as poucas ruas da cidade bem movimentadas, evento desse porte mobiliza os moradores, fazendo com que todos assistam. Nos bares, a animação era um pouco maior, considerando o efeito que a bebida alcoólica causa nas pessoas. A única praça da cidade estava tomada por casais de jovens enamorados, numa mistura com expectadores e aglomeração dos atletas que iam terminando suas provas. Finalizei com o tempo de 02h16min, ficando na 48ª colocação geral do evento.

Bela medalha
Uma bela medalha, além de um vale “açaí”, como cortesia da organização. No domingo pela manhã, tomamos um gostoso café da manhã, antes de pegarmos estrada de volta para casa. Foi a última prova antes de sentir dores nas costas, situação incômoda que vem me atrapalhando nos últimos meses. Mas essa é uma outra história, que contarei nos próximos capítulos. Até a próxima!


Galeria de fotos:

Mirante do Paraíso
Manhã de domingo
Café da manhã